Saber como escolher o EPI correto para cada função dos membros de sua equipe é uma exigência legal. Afinal, é fator decisivo para prevenir acidentes, afastamentos e prejuízos operacionais.
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) representam a última barreira de proteção do trabalhador quando as medidas de proteção coletiva não são suficientes ou viáveis. Por isso, são obrigatórios e precisam ser bem escolhidos para promover a segurança necessária.
Para te auxiliar, desenvolvemos um guia completo que contribui para que entenda critérios técnicos, normas, riscos ocupacionais e boas práticas na seleção do EPI para cada atividade profissional. Aprenda tudo a seguir e descubra onde comprar a proteção necessária para sua equipe.
O que é EPI e por que ele é obrigatório?
O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador durante o expediente.
De acordo com a NR-6, é obrigação do empregador fornecer gratuitamente EPIs adequados ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento sempre que houver exposição a perigos ocupacionais.
Além disso, é importante saber que os trabalhadores devem receber equipamentos com Certificado de Aprovação (CA) válido.
Por ser uma exigência legal, é fundamental que o equipamento cumpra as normas. De modo que, os colaboradores estejam verdadeiramente resguardados com o uso dos EPIs corretos na rotina de trabalho.
Principais critérios para escolher o EPI correto
A compra de EPIs é um processo que requer que os responsáveis observem diferentes fatores, entenda:
1. Identifique os riscos ocupacionais
O primeiro passo para escolher o EPI corretamente é avaliar a atividade executada pelo profissional. De modo que, seja possível entender quais são os riscos presentes no ambiente de trabalho e o nível de exposição do profissional.
De modo que, o EPI fornecido seja eficaz para controlar o risco ao qual o profissional está exposto.
Sem essa análise prévia é impossível escolher o equipamento adequado que seja capaz de proteger o profissional durante todo o expediente.
2. Conformidade com normas e legislação
Outro ponto importantíssimo é que o EPI correto precisa ter CA válido e atender às normas regulamentadoras.
O CA é o documento que autoriza a comercialização do EPI. Além disso, o documento comprova que o EPI atende aos requisitos técnicos de segurança definidos pelo Ministério do Trabalho. Se o colaborador é flagrado usando EPI com o CA vencido a empresa será multada.
3. Conforto, ergonomia e adaptação ao trabalhador
A NR-6 também estabelece que o EPI precisa ser adequado ao usuário e promover conforto durante o uso.
Além disso, é importante escolher EPIs que sejam compatíveis com a utilização de equipamentos simultâneos. De modo que, o profissional não sofra desconforto ao usar capacete e abafador de ruído, por exemplo.
Afinal, é comum que um profissional necessite usar diferentes EPIs ao mesmo tempo, visando que esteja resguardado durante todo o expediente.
4. Registro, treinamento e manutenção
A escolha do EPI ideal para cada colaborador deve ser registrada pela empresa. Além disso, é preciso que esteja integrado ao programa de gerenciamento de riscos da organização.
Quando se tem a participação do SESMT, CIPA e trabalhadores na discussão sobre as compras de EPIs, é possível garantir qualidade no uso dos itens de proteção.
Os profissionais também precisam ser treinados para usar, conservar e comunicar eventuais danos nos EPIs.
De modo que, o colaborador possa estar efetivamente resguardado. Mesmo o melhor equipamento perde eficiência se a equipe não sabe como usar ou armazenar corretamente.
Um equipamento de proteção que sofre danos e continua sendo usado perde sua eficácia de proteção.
Se um colaborador usa EPI danificado, em caso de fiscalização a empresa poderá ser multada.
Como definir o EPI ideal para cada função?
A seleção do melhor EPI varia conforme o setor de atuação do profissional e os riscos envolvidos em sua atividade.
Como é o caso da construção civil, que costuma expor o profissional ao risco de queda de objetos, poeira, ruído e impactos. Por isso, o profissional precisa de protetor auditivo, respirador, capacete de segurança, luvas de proteção e botas com biqueira reforçada.
Enquanto na indústria e metalurgia, o profissional está exposto a partículas, calor, agentes químicos e ruído intenso.
Portanto, o profissional precisa de óculos de proteção, luvas específicas, aventais, protetores auriculares e respiradores adequados.
Entendendo que cada dinâmica de trabalho requer o uso de EPIs adequados, é possível efetuar a compra de forma assertiva. Afinal, é possível proteger o profissional com eficiência, conforto e boas peças, evitando erros que possam prejudicar a segurança.
Se o profissional usar todos os EPIs corretamente é possível combinar as peças de acordo com cada atividade desempenhada, garantindo que o trabalho seja eficiente.
Afinal, não é necessário usar todos os EPIs durante 100% do tempo de trabalho. E o colaborador precisa ser treinado justamente para que saiba o que e quando utilizar.
Por exemplo, um pedreiro não precisa estar de respirador em 100% de seu expediente, mas precisa estar de capacete. Isso ocorre devido às múltiplas atividades desempenhadas ao longo do dia.
Durante uma demolição, por exemplo, o respirador precisa ser utilizado para evitar inalação de partículas. Mas o uso não é necessário em outras atividades executadas pelo pedreiro.
Conheça erros comuns na escolha de EPIs
Existem algumas práticas que são erros comuns durante a escolha de EPIs para a equipe, conheça quais são:
- Comprar apenas pelo menor preço;
- Ignorar a análise de riscos das atividades exercidas;
- Utilizar equipamentos sem CA válido;
- Não treinar os trabalhadores para usar o EPI;
- Deixar de substituir EPIs danificados.
Esses erros aumentam significativamente a probabilidade de acidentes e passivos trabalhistas.
Portanto, o ideal é identificar se a sua equipe está cometendo esses erros, com o intuito de corrigir os pontos que precisam de mais atenção durante a compra.
Quais são os benefícios de escolher corretamente os EPIs?
Uma gestão eficiente de EPIs gera impactos diretos no cotidiano de trabalho da equipe:
- Redução de acidentes e afastamentos;
- Maior produtividade das equipes;
- Conformidade com a legislação trabalhista;
- Diminuição de custos da empresa com indenizações e multas.
Além de proteger vidas, a escolha correta fortalece a cultura de segurança da organização.
Conclusão
Escolher o EPI correto para cada função é um processo técnico que envolve análise de riscos, conformidade legal, conforto do trabalhador e gestão contínua.
Seguir as diretrizes da NR-6, utilizar equipamentos com CA válido e promover treinamento adequado são medidas essenciais para garantir um ambiente de trabalho seguro, produtivo e em conformidade com a legislação brasileira.
Conte com a equipe SafetyTrab para te auxiliar a escolher o EPI correto para cada função na empresa e faça a melhor compra para seus colaboradores.
Fale com nossos especialistas e tenha as melhores soluções para proteger a sua equipe.

